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A transformação de resíduos sólidos sêcos em objetos úteis surgiu da idéia inicial de se construir birimbaus usando-se materiais recicláveis como tubo de pvc (cano branco de água ) e garrafa de refrigerante ( pet 2,5ml). A intenção era atrair e iniciar crianças de comunidades carente para a música através do instrumento reciclado. Na comunidade, qual iniciei o trabalho voluntário, surgiram muitas crianças interessadas em ter um birimbau reciclado. Essas crianças traziam garrafas pet mais do que o necessário, para se construir um birimbau reciclado, e pouco a pouco o volume de garrafas começou a crescer e o seu armazenamento e reaproveitamento criou uma situação problemática devido ao pequeno espaço disponível e o transtorno para sua limpeza. Por problemas de sustentabilidade precisei interromper o trabalho. Voltei a comunidade do SANA-MACAÉ-RJ onde o estudo e pesquisa com o birimbau se desenvolveu inicialmente. Algum tempo depois consegui com uma amiga, artista plástica Thaiza, um manual da ONG de informações sobre reciclagem RECICLOTECA o qual trazia informações, passo-a-passo de como se construir uma poltrona com garrafas pet segundo seu criador prof. Sebastião Feijó. A construção da primeira poltrona consumiu 140 garrafas e teve um resultado extraordinário. Chamou muito a atenção também o fato do acabamento ser revestido com colagens de paisagens recortadas de revistas. A partir daí comecei a trabalhar no estudo e pesquisa sobre a situação atual do lixo e seu possível reaproveitamento. Chegaram ao meu conhecimento, neste período, vários objetos construídos a partir de garrafas pet como vassouras, brinquedos e objetos decorativos, trazidos por simpatizantes a meu trabalho. Isso fez com que eu interrompesse os estudos com o birimbau e chegasse, até o momento-eja se vão 4 anos, ao resultado de inumeras oficinas transformadora para crianças e para adultos e 5 exposições dos objetos que consegui criar a partir de materiais recolhido por mim no lixo. As exposições foram visitadas por mais de 1.500 pessoas que deixaram registradas suas presenças e até elogio ao que viram. As exposições foram realizadas em espaços que tiveram que ser adequados e seu resultado estético agradava aos visitantes e os sensibilizavam para a prática do reaproveitamento de muitas coisas encontradas no lixo e que faziam com que os espaços das exposições se tornassem atraentes e agradáveis. Essas experiências bem sucedidas de ambientalização e decoração com materiais reaproveitados credenciam o trabalho para fins de cenografia, decorações temáticas e festivas tanto em comunidades, empresas, etc. A oficina transformadora tem a intenção de mostrar, a sociedade, formas de diminuir-mos o volume atual de lixo criando objetos úteis, bonitos e duráveis que podem suprir necessidades e até gerando rendas dependendo da dedicação e capriço. Todos ganharão com a postura ética de cada um de nós com relação a produção e destinação dos resíduos que descartamos. “ Boas Ideias, Magníficos Ideiais – A modernidade do lixo “ trabalha para isso. |